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Terça-feira, 23.06.15

Porque brincamos no jardim-de-infância?

Jardim de Infância de Pombeiro da Beira

Porque brincamos no jardim-de-infância?

Este projeto foi desenvolvido no jardim-de-infância de Pombeiro da Beira, na sequência de um jogo coletivo, sobre diferentes tipos de casas utilizadas em algumas partes do globo. Através do jogo simbólico imaginámos como seria viver numa cabana, num iglô ou num prédio com muitos andares.

Num momento de atividade de livre escolha, algumas crianças começaram por improvisar uma casa para as bonecas, aproveitando uma caixa de cartão. O projecto acabou por envolver todo o grupo. Começámos por definir o que queríamos construir, seleccionamos os materiais necessários e durante duas semanas demos corpo novo à caixa. Em grande grupo dialogámos sobre os diferentes espaços da casa, as atividades que neles se desenvolvem e que objetos e mobílias apoiam essas atividades. Percebemos que para construir uma casa são necessárias pessoas com diferentes profissões, utilizando materiais e objetos específicos. Dividimos tarefas e cada criança escolheu a profissão que gostaria de exercer na construção da casa (engenheiro, construtor, pintor, carpinteiro, decorador, costureira ou electricista), ficando responsável pela sua tarefa.

Dando ocasião à imaginação e criatividade, fomentando a consciência ecológica, transformaram-se caixas vazias de medicamentos, tecidos, tampas de iogurte, rolhas, copos de plástico…, em electrodomésticos, cortinas, mobílias, tapetes e objetos. Tivemos em conta as noções de escala, para que as mobílias e objectos fossem proporcionais. Identificámos cores, figuras geométricas, posições no espaço e noções de grandeza. Colocámos em prática alguns conhecimentos que já tínhamos sobre sequências e padrões quando tivemos que desenhar o ladrilho e os azulejos. Percebemos algumas utilidades da régua graduada: desenhar segmentos de recta; saber medir com rigor as áreas a cobrir com “papel de parede”. Descobrimos que a contagem podia servir para resolver problemas que iam surgindo no decurso do projecto.

No domínio da linguagem oral, descobrimos e ampliámos o vocabulário, exercitando palavras novas. Ao identificar cada divisão da casa, escrevendo o nome, percebemos a intencionalidade e a funcionalidade da escrita/leitura. Mais tarde, através de pesquisas na Internet, compreendemos o porquê de existiram tantas variedades de casas, o que permitiu enriquecer o conhecimento que já tínhamos sobre a temática.

“A intencionalidade educativa, na educação pré-escolar, pressupõe um ambiente culturalmente rico e estimulante que ocasione diferentes experiências e oportunidades de aprendizagem”. É através do “ BRINCAR”, como meio privilegiado para promover a relação entre as crianças, facilitando capacidades sociais e comunicativas, que as crianças adquirem outras competências como tomar a iniciativa, fazer descobertas, expressar a sua opinião, resolver problemas, persistir nas tarefas, colaborar com os outros, assumir responsabilidades, desenvolver a criatividade e a curiosidade e sobretudo descobrir o gosto por aprender.

Aqui fica um exemplo de como através do “BRINCAR” se desenvolvem competências transversais a todas as áreas de desenvolvimento e aprendizagem. Brincando, a criança aprende a descobrir o que a rodeia, a explorar, a transformar e a criar. O educador apoia cada criança para que esta atinja níveis mais exigentes, que sozinho nunca poderia atingir.

               “ UM BOM COMEÇO VALE PARA TODA A VIDA”

 

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por aearganil às 14:22



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